AEG faz palestra sobre inclusão escolar de alunos atípicos e segurança jurídica
Encontro teve a apresentação da psicopedagoga e gestora educacional Renata Jobst, do Colégio Entrelaçar, que abordou o tema “Inclusão escolar com segurança jurídica e intencionalidade pedagógica”
A Associação das Escolas Particulares de Guarulhos (AEG) promoveu, na última quinta-feira, 19/03, sua reunião de mantenedores e gestores, com foco nos desafios da educação inclusiva. O encontro teve a apresentação da psicopedagoga e gestora educacional Renata Jobst, do Colégio Entrelaçar, que abordou o tema “Inclusão escolar com segurança jurídica e intencionalidade pedagógica”.
Com mais de 30 anos de experiência no atendimento de crianças, Renata trouxe uma abordagem prática sobre a inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras demandas educacionais. A proposta foi oferecer subsídios para que as instituições tomem decisões mais seguras do ponto de vista jurídico, sem perder a qualidade pedagógica.
Durante a apresentação, ela destacou os principais marcos legais que orientam a inclusão no Brasil. Entre os pontos discutidos, estiveram a organização do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a elaboração do Plano Educacional Individualizado (PEI), considerado essencial para estruturar as estratégias de aprendizagem de cada estudante. A palestrante também esclareceu dúvidas sobre a diferença entre o profissional de apoio escolar e o acompanhante especializado, destacando responsabilidades e limites de atuação.
Renata propôs uma reflexão sobre a relação entre inclusão e identidade pedagógica. Segundo ela, promover a inclusão não significa renunciar ao projeto educacional da escola, mas reconhecer que os alunos aprendem de formas e em ritmos diferentes. “A inclusão nos convida a entender que alguns estudantes precisarão de adaptações e mediações específicas para alcançar os objetivos de aprendizagem”, afirmou.
Para a presidente da AEG, Michelle Guilhen, a apresentação trouxe clareza e segurança sobre um tema tão importante nas escolas. “Capacitar continuamente nossos gestores para o atendimento inclusivo é fundamental para garantir não apenas o cumprimento da legislação, mas, principalmente, uma educação de qualidade, mais humana e preparada para atender a diversidade dos alunos”, destacou.
